[ARTIGO] Efetividade da Terapia Manual na Disfunção Temporomandibular por Artralgia.



A Disfunção Temporomandibular (DTM) constitui um importante problema de saúde pública, afetando 10 a 25% da população. Tem grande impacto na qualidade de vida e elevados custos sociais e económicos. A Terapia Manual (TM) tem sido uma abordagem proposta mas com efetividade ainda por demonstrar.

OBJETIVO: Verificar qual o beneficio acrescido da inclusão da TM no protocolo base de intervenção de pacientes com DTM por Artralgia.

METODOLOGIA: Foi utilizado um estudo do tipo ‘Nof- 1 trial’, onde foram administrados 4 ciclos de tratamento emparelhados a 8 pacientes, cada ciclo constituído pela aplicação exclusiva da goteira oclusal (GO), fase A, ou a GO + protocolo de TM, fase B. Cada ciclo teve a duração de 2 semanas, uma para cada fase. A ordem dos tratamentos foi atribuída aleatoriamente: sequência 1 (AB BA BA AB) e sequência 2 (BA AB AB BA). Foi medida a abertura máxima da boca (AMB) em mm, a intensidade de dor pela Escala Numérica da Dor (END), a limitação funcional pela Jaw Functional Limitation Scale 20 (JFLS-20) e a perceção de mudança pela Escala de Perceção Global de Mudança (PGIC).

RESULTADOS: Dos 7 participantes que concluíram os 4 ciclos de tratamento, não verificamos uma tendência ou padrão no efeito obtido com a introdução ou retirada da TM na AMB, na END, na JFLS nem na PGIC. A abertura média da boca foi ligeiramente superior nas fases de introdução da TM (37.79± 4.086 mm) relativamente às fases exclusivamente com GO (37.32± 4.423 mm), mas as diferenças observadas (0.464) não são estatisticamente significativas (IC95%: -0.350-1.278, p=0.252). A redução da intensidade da dor foi ligeiramente superior nas fases de introdução da TM (2,89± 2.2) comparativamente às fases de utilização exclusiva de GO (2.82± 2.28), mas as diferenças observadas (0.071) não são estatisticamente significativas (IC95%: -0.308-0.451, p=0.702). Relativamente à redução da limitação funcional, a redução media foi ligeiramente superior nas fases de introdução da TM (26.96± 30.51) comparativamente às fases de utilização exclusiva de GO (28.96± 32.77), mas as diferenças observadas (-2.0) não são estatisticamente significativas (IC95%: -6.19- 2.19, p=0.336).

CONCLUSÃO: Os resultados mostram que não há diferenças estatisticamente significativas em nenhum dos outcomes entre tratamento A e B, pelo que a hipótese de estudo não se confirma.

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