A Síndrome de Burnout em estudantes de Fisioterapia.



A Síndrome de Burnout em estudantes de Fisioterapia. 

No Brasil, 30% da população economicamente ativa já atingiu algum estado de estresse causado por pressão excessiva, desencadeando a depressão, que é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. Nesse cenário, se destaca a síndrome de burnout, um fenômeno de estresse muitas vezes associado a determinadas ocupações. A incidência da síndrome tem crescido entre profissionais da área da saúde já atuantes no mercado de trabalho e também em estudantes de graduação dessa área.

Apesar da relevância do tema, o fenômeno no âmbito educacional da Fisioterapia ainda carece de maior detalhamento e divulgação. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivo realizar uma revisão sistemática com meta-análise a respeito da síndrome de burnout em estudantes de Fisioterapia. A busca de artigos foi realizada nas bases de dados Scielo, Google Acadêmico, Lilacs, Pubmed e Medline. Foram incluídas na meta-análise seis publicações datadas do período de 1990 a 2019 e que utilizaram o Maslach Burnout Inventory para caracterizar as três dimensões de burnout em amostras de estudantes de Fisioterapia e que apresentavam registros dos níveis de intensidade de burnout (baixo, médio e alto). Juntas, essas publicações registraram dados referentes a 436 indivíduos, com idades que variaram de 17 a 44 anos e idade média de 22,38 anos. As amostras mostraram uma proporção média de 3 mulheres:1 homem.

As diferenças entre os parâmetros de burnout entre os sexos foi considerada desprezível nos estudos analisados, ao passo que em relação à idade registrou-se uma relação inversamente proporcional. Com relação às dimensões de burnout, a “exaustão emocional” foi aquela cujas porcentagens de participantes que apresentaram níveis baixo, médio e alto mostraram-se mais homogêneas na comparação entre os diferentes estudos. De outro modo, as dimensões “despersonalização” e “realização pessoal” mostraram-se heterogêneas entre as amostras quanto à distribuição das porcentagens.

Essas informações sugerem que, dentre os estudos analisados, os parâmetros de “exaustão emocional” tenham captado da melhor forma um perfil de burnout para estudantes de Fisioterapia de diferentes contextos, enquanto a heterogeneidade associada à “despersonalização” e “realização pessoal” possivelmente reflita fenômenos de estresse associados a particularidades de cada âmbito acadêmico. Dentre as variáveis atribuídas desencadeadoras de burnout em estudantes de Fisioterapia, merecem destaque a carga horária semanal extracurricular, o número de atividades extracurriculares, a prioridade da preferência pela Fisioterapia no momento da escolha do curso, a incerteza frente ao futuro, a idealização de situações práticas não condizentes com o conhecimento adquirido em sala de aula, o receio de cometer algum erro e prejudicar o paciente, dentre outras.

Como estratégias preventivas e mitigadoras do burnout, são mencionadas a maior dedicação a atividades de lazer e autocuidado, maior tempo de relacionamento com amigos e familiares, maior número de atividades em grupo, aumento no tempo de prática clínica, mais feedback por parte dos supervisores de estágio, além de intervenções psicoterapêuticas diversas e atividades físicas.

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