MARÇO EM CORES –Atuação da Fisioterapia no CÂNCER COLORRETAL
MARÇO EM CORES – PORQUE O CÂNCER COLORRETAL NÃO PODE PASSAR EM BRANCO O QUE É O MARÇO EM CORES?
O mês de março tornou-se o mês de prevenção ao câncer colorretal, assim como o mês de outubro é de prevenção ao câncer de mama. Isso aconteceu devido este câncer ser o segundo mais incidente entre as mulheres (atrás apenas para o de mama) e o terceiro entre os homens. Devido a isso, uma empresa alemã chamada Merck líder em ciência e tecnologia iniciou essa campanha.
Essa campanha visa transmitir informações e conscientizar a população sobre o assunto.
MAS, AFINAL O QUE É O CÂNCER COLORRETAL?
É uma doença que afeta o intestino grosso e reto. Ocorre por um crescimento desordenado das células sem apresentar nenhum sintoma. Por isso a detecção precoce é fundamental. Quanto mais cedo é diagnosticada, maiores as chances de cura da doença.
COMO PREVENIR?
A prevenção ocorre desde a mudança de hábitos para prevenir o aparecimento do câncer, como também a realização de exames de rastreamento. O rastreamento é extremamente importante pois ele identifica as primeiras células anormais que acabam formando pólipos, até se tornar um câncer propriamente dito, isso leva cerca de 10 a 15 anos. O rastreamento regular pode prevenir completamente o câncer colorretal, porque a maioria dos pólipos encontrados são retirados antes que se transformem em neoplasia.
O rastreamento pode diagnosticar em estágio inicial, quando a chance de cura é alta. O excesso de peso, a obesidade e aumento de gordura abdominal está ligado a maior ocorrência de câncer colorretal. Esses dados estão sendo mais evidentes em homens que em mulheres, por isso é importante evitar o sobrepeso.
A atividade física regular moderada reduz o risco de câncer colorretal, mas a atividade vigorosa trazer um benefício ainda maior. Aumentar a intensidade e a quantidade da atividade física pode ajudar ainda mais a reduzir o risco do câncer. Alguns estudos mostraram ligação entre carnes vermelhas e carnes processadas com o aumento do risco de câncer colorretal. É importante limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas e incluir na alimentação maior quantidade de vegetais e frutas pode ajudar a diminuir o risco da doença. O tabagismo também tem ligação com o câncer colorretal, fumantes tem uma maior propensão de desenvolver este e outros tipos de neoplasias. QUANDO DEVEMOS PESQUISAR? • Alteração do hábito intestinal; • Sangramento ou muco intestinal; • Cólicas ou dor ao evacuar; • Anemia ferropriva não esclarecida; • Idade acima de 50 anos ou com idade inferior quando indicado.
TRATAMENTO:
O diagnóstico é realizado através da colonoscopia com biopsia, caso venha normal repetir após 3 ou 5 anos, caso possua pólipos repetir anualmente. Neste tipo de câncer a cirurgia é obrigatória, em casos de tumores maiores é realizada a quimioterapia e radioterapia, antes da cirurgia com o intuito de reduzir o tumor para que a cirurgia seja menos invasiva possível.
FISIOTERAPIA:
Após a cirurgia os pacientes podem desenvolver disfunções sexuais, incontinência urinária, fecal e anal (perda de fezes e flatos), disfunções sexuais, aumento da frequência evacuatória diurna e noturna. Isso ocorre devido a lesões de nervos que podem ocorrer durante a cirurgia, essa denervação é mais frequente em homens, pois a pelve é mais estreita.
Então para a incontinência fecal, nós fisioterapeutas podemos utilizar inúmeras técnicas, como a de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (MAP), o biofeedback de superfície que consiste em um aparelho, onde colocamos eletrodos nos MAP e pedimos para o paciente contrair e o paciente consegue ver a eficácia da sua contração no gráfico que aparece no computador, é um recurso bem interessante, pois podemos utiliza-lo em diferentes posturas e o paciente consegue visualizar o que ele próprio está realizando.
Temos também o biofeedback intracavitário, onde é no meato do canal anal, e solicitamos para o paciente realizar a contração. Os intracavitários tem uma boa eficácia principalmente nos pacientes que não possuem consciência da musculatura dessa região, porém o uso em diferentes posturas é limitado.
É importante orientar o paciente quanto a algumas mudanças de hábitos, como por exemplo: otimizar a hidratação e alimentação e evitar alimentos que acabem desencadeando o reflexo gastro-cólico e otimizando o trânsito gastrointestinal (como o café).
Por isso é importante encaminharmos esses pacientes, para um nutricionista ou profissional capacitado. Nos casos de urgência miccional, que é o tipo mais prevalente de IU nesses casos, podemos utilizar a eletroestimulação em tibial anterior, que causa uma neuromodulação levando esses estímulos até o centro sacral da micção e diminui as contrações involuntárias do músculo detrusor. Podemos associar também os exercícios de assoalho pélvico, pois as contrações musculares agem inibindo essas contrações involuntárias da musculatura da bexiga.
PARTICIPE DA CAMPANHA MARÇO EM CORES!!!
Para contribuir, poste uma foto ou vídeo cheio de cor, sempre com as hashtags da campanha. #MarçoEmCores #CCrComMaisCor#MerckOncologia #iavb#circuitocasada mulher #mulheresnocircuito#prevenção #saudedamulher
Abraços, vejo vocês no nosso próximo post.
Dra. Pâmella Cipriano.

