Reabilitação na Doença de Parkinson

 

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A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa comum que tem custos significativos para o paciente e a sociedade e resulta da combinação de fatores genéticos e ambientais.Os sintomas motores resultam da morte de células da substância negra, no mesencéfalo, levando a uma diminuição na produção de dopamina.

A doença inicia muitos anos antes dos sintomas tornarem-se perceptíveis o suficiente para permitir um diagnóstico preciso, sendo este baseado em critérios clínicos clássicos, como a tríade bradicinesia, tremor e rigidez. No entanto, outras alterações podem vir acompanhadas, como déficits sensoriais, alterações posturais e perturbações do sono. Em estágios mais avançados, não raro o paciente apresenta algum grau de demência.

O tratamento na Doença de Parkinson segue três dimensões básicas: o tratamento farmacológico, através da prescrição de medicamentos como a L-DOPA, agonistas da dopamina, inibidores da COMT, inibidores da MAO-B e amantadina, sendo o principal tratamento para reduzir sintomas como os tremores e a rigidez, porém tendo pouco efeito na instabilidade postural; o tratamento cirúrgico, através do DBS (DeepBrainStimulation),eletrodos colocados profundamente no cérebro, com um marcapasso posicionado subcutâneo no tórax ou abdôme, que auxilia principalmente no controle dos tremores; e o tratamento de reabilitação, atuando na promoção da atividade e independência, diminuição das limitações funcionais e redução das complicações.

Estudos epidemiológicos mostram que pacientes com Doença de Parkinson que são fisicamente ativos apresentam uma menor taxa de mortalidade e morbidade, quando comparados com pacientes inativos.

O aprendizado motor no Parkinson ocorre através da repetição das atividades, com sobreposição cognitiva para os programas motores automáticos e da implementação de um programa de exercícios de coordenação, com movimentos mais lentos e amplos. Estudos recentes apontam, por exemplo, que exercícios como Yoga e Tai Chi Chuan podem ser benéficos para os pacientes com Doença de Parkinson, por promover atividades de forma rítmica e lenta.

Existem programas de reabilitação, como o Power for Parkinson’s (link), que realiza trabalhos de promoção à saúde e funcionalidade, implementando atividades em grupo com exercícios de fortalecimento, coordenação motora e equilíbrio.

 

 

Tathiana Oliveira

@NeuroReabilitacao

 

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