Fisioterapeuta fala sobre sua relação com menino assassinado pela própria mãe.
“O Vitor era um menino doce, alegre e adorava conversar com todo mundo. Era muito esforçado para fazer fisioterapia. Jurei para ele que o faria andar”, conta o fisioterapeuta do menino de cinco anos assassinado em Palmas, na região sul do Paraná, no domingo (1º). De acordo com Bruno Santos, por causa da paralisia cerebral, a criança usava um andador e órteses.
A principal suspeita de matar o menino Vitor Gabriel Silveira Oliveira é a própria mãe, Geisiane Camargo, de 24 anos. Ela foi internada no Hospital Santa Pelizzari em estado grave ainda no domingo e morreu na quarta-feira (4). Segundo a Polícia Civil, Geisiane matou a criança com uma faca e depois tentou o suicídio.
O menino fazia fisioterapia há quatro anos na Clínica Santee. “Quando a gente se conheceu, o Vitor nem sentava. Ele evoluiu bastante, já caminhava de 10 a 20 minutos na esteira. Eu que o colocava lá”, relata. Ainda conforme Bruno, a paralisia cerebral afetou o movimento das pernas e o equilíbrio. “O resto, membros superiores e cognição, era tudo normal”, diz.
Para o fisioterapeuta, era possível que a criança andasse sozinha um dia. “A neurologia é uma grande incógnita. A gente nunca sabe o prognóstico, mas acredito que poderia andar, sim. Talvez, demorasse um ou dois anos”, afirma. Bruno conta que já teve outro paciente com a mesmo problema e que caminhava sozinho. “Com dificuldade, mas caminhava”, afirma.

No dia da morte, a clínica em que Vitor fazia fisioterapia fez uma homenagem para ele no Facebook. “Vamos sentir saudades”, diz a postagem. Até a publicação desta reportagem, 338 pessoas haviam curtido e outras 79, compartilhado. Nos comentários, colegas lamentaram a situação.
Entenda o caso
O corpo de Vitor foi encontrado pelo próprio pai, que é vigia e estava trabalhando. Segundo a polícia, a criança tinha um corte no lado esquerdo do pescoço e no pulso esquerdo. Uma faca de cozinha foi encontrada perto dele.
Já Geisiane tinha um corte no pulso esquerdo e vários vidros de remédios vazios ao lado. Mãe e filho estavam próximos. O pai, então, chamou a Polícia Militar (PM).
Ainda de acordo com a polícia, familiares contaram que Geisiane sofria depressão. A casa da família foi periciada pelo Instituto de Criminalística. A faca usada no homicídio foi apreendida e acrescentada ao inquérito policial.
O corpo de Vitor foi sepultado na tarde de segunda-feira (2), no Cemitério Municipal de Palmas. A morte do menino causou comoção nas redes sociais. Já o corpo da mãe foi encaminhado, na tarde de quarta-feira, ao Instituto Médico-Legal (IML) de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, para necropsia.
“O corpo deve ser sepultado nesta quinta-feira (5). Vamos respeitar o momento de dor da família e, depois, começar a ouvir os parentes. Apesar da morte da suspeita, o inquérito policial segue normal. A investigação continua”, afirma o delegado responsável pelo caso, Getúlio de Morais Vargas.
Fonte: http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2015/11/era-esforcado-diz-fisioterapeuta-de-menino-deficiente-morto-no-parana.html

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