Estudo revela que intervenção fisioterapêutica na academia reduz o índice de lesões nos clientes.
Quando desempenhados e acompanhados adequadamente, os exercícios de musculação são extremamente seguros, com taxas muito baixas de lesão, se comparados com a maioria de outros esportes e atividades recreativas (SIMÃO, 2004). Os resultados deste estudo evidenciam que grande parte dos alunos segue o treinamento proposto pelo Educador Físico e o índice de lesões percebidas pelos alunos em academias de musculação da região sul de São Paulo é baixo. Ainda assim, academias sem fisioterapeuta tiveram menor índice de percepções de lesão, fato que é atribuído à falta de identificação de lesões e a falta de ciência por parte do possível lesionado. Nota-se também que as academias que possuem fisioterapia têm uma clientela de maior idade, que frequenta a academia há mais tempo, ainda que pratiquem a atividade menos vezes por semana. Adicionalmente, este público parece mais propenso a lesões (SOUZA; IGLESIAS, 2002).
O índice de lesão dos alunos que sabem da presença do fisioterapeuta é menor que o de alunos que não sabem, demonstrando que a possível intervenção do fisioterapeuta tem o fundamental papel de prevenir lesões. Aliado a isto, a informação do praticante em relação à atuação dos diferentes profissionais faz com que ele relate quaisquer alterações que perceba. Os alunos que relataram lesão não a atribuíram a prática de musculação. Contudo, Rolla et al. (2004) constataram que 48% dos praticantes de atividade física acreditam que a lesão esta relacionada a atividades realizadas nas academias. Evidenciou-se que alunos do grupo CF relataram maior intensidade da dor durante a prática de musculação e o grupo SF após a mesma. Barbanti (1990) relata que a dor durante a prática da atividade física é aguda.
Esse tipo de dor é, na maioria das vezes, devido a um fluxo insuficiente de sangue nos músculos durante a contração isométrica. No entanto, esta cessa prontamente uma vez interrompido o stress que a causou. Barbanti (1990) afirma que o ácido lático acumulado devido ao exercício é um dos principais componentes que causam dor. Porém, sua taxa de remoção no músculo esquelético também ocorre de forma rápida e não é duradoura como nos relatos de dor após 24-48 horas do exercício.
Há várias explicações possíveis para a dor muscular persistente a longos períodos relacionados a um treino de força: roturas microscópicas no tecido muscular, mudanças na pressão osmótica e retenção de água, espasmo muscular, super alongamento e roturas (micro lesões) do tecido conectivo (BARBANTI, 1990). Sendo assim, a dor muscular após o treinamento é prejudicial e o acompanhamento fisioterapêutico ajuda a redução de dores após o treino.
O estudo concluiu que a percepção de lesões nas academias de musculação da região sul da cidade de São Paulo é baixa. Porém, nas academias com fisioterapia, a percepção é maior que nas academias sem fisioterapia, provavelmente devido a maior idade dos alunos e pela presença do fisioterapeuta aumentando a identificação de lesões. Há poucos fisioterapeutas atuando em academias de musculação, sendo que grande parte dos alunos gostaria de sua presença. Academias de classe alta e com fisioterapeuta são mais caras, pois há um serviço mais completo, agregando vários profissionais como nutricionistas e médicos. Nestas, o espaço é mais amplo, há mais parelhos, mais opções de atividades e boa localização e, na visão dos alunos, isso representa custo-efetividade.
Título do artigo para busca: “Perception of muscle injuries in practioners in bodybuilding gyms with or without physiotherapist supevisions: An analysis of cost-effectiviness”


Muito bom, pra mim todas as academias deveria ter um fisio, pelo menos para fazer avaliação inicial do aluno.
Ola Denis, com toda certeza! Empresários deste ramo devem abrir os olhos e ter a visão que um aluno com boa qualidade de vida continuara a frequentar a Academia, caso ele se lesione este aluno faltara e este Empresario ira perder dinheiro.
Abraço
onde encontro o artigo?