Atuação do Fisioterapeuta no Esporte Paralímpico.

O fisioterapeuta também faz parte da banca de classificação funcional, onde juntamente com médico, terapeutas ocupacionais, psicólogos e educadores físicos realizam uma avaliação física e funcional detalhada do atleta para classificá-lo dentro das modalidades paraolímpicas. Antes de participar de qualquer competição, o atleta com deficiência deve obrigatoriamente passar por esta classificação funcional. Conceitualmente, a classificação constitui-se em um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva, colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado. Isso permite igualar a competição entre indivíduos com várias sequelas de deficiência, pois o sistema de classificação eficiente é o pré-requisito para uma competição mais equiparada.

A classificação esportiva de atletas com deficiência sustenta o princípio do jogo limpo, viabilizando a estrutura da competição. Tem por objetivo garantir condições de igualdade nas competições, considerando-se o nível de comprometimento do atleta. Podemos considerar que a classificação do esporte paralímpico é dividida em classificação médica (oftalmológica) para deficientes visuais, classificação funcional para os deficientes físicos e classificação intelectual para deficientes mentais. A classificação esportiva para pessoas com deficiência visual é a única atualmente determinada estritamente pela avaliação médica. O classificador deve ser um médico oftalmologista credenciado pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) e a avaliação baseia-se em critérios estabelecidos na determinação da acuidade e do campo visual do atleta, de ambos os olhos, com a melhor correção (lentes de contato ou corretivas).

Esta classificação esportiva é dividida em três categorias: B1 – Cegos totais; B2 – são deficientes visuais com baixa visão e B3 – deficientes visuais com um nível de visão maior. A classificação intelectual é realizada para os atletas com deficiência mental sendo realizada por psicólogos ou médicos psiquiatras a partir de testes cognitivos, no entanto, as modalidades em que participam atletas com deficiência mental. Já em classificação funcional utilizada para deficientes físicos, está baseada na avaliação da força muscular, qualidade e quantidade de massa muscular, equilíbrio, destreza, habilidade esportiva, e é neste modelo de classificação que o Fisioterapeuta faz parte da equipe para avaliar a funcionalidade, juntamente com o profissional de Educação Física que avalia a parte de técnica esportiva.

Cursos_Resportes_Banner

Cada esporte determina seu próprio sistema de classificação, baseado nas habilidades funcionais identificando as áreas chaves que afetam o desempenho para a performance básica do esporte escolhido. A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Nesse sentido os números de classes são determinados de acordo com o respectivo esporte e possíveis habilidades funcionais em atletas com diferentes deficiências. Torna-se então essencial que um atleta que compete em dois ou mais esportes receba uma classificação diferenciada para cada um. A necessidade de troca de classe precisa ser continuamente revista com base nas diferenças funcionais e na performance. As regras de classificação são parte das regras técnicas do esporte

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v22n2/1517-8692-rbme-22-02-00157.pdf

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *