Skate ajuda criança em tratamento de AME (Atrofia Muscular Espinhal).

Skate no tratamento de criancas

Skatista profissional, Ricardo Oliveira Assis, 34 anos, tinha um sonho: andar de skate com a filha Iris, de 11 anos. Algo que parecia inimaginável já que a garota nasceu com um tipo intermediário de atrofia muscular espinhal (AME), uma doença até hoje incurável, na qual o paciente tem todos os movimentos, mas não tem força para executá-los. Ao lado da esposa Aline Giuliani, também 34 anos, eles encontraram uma maneira de realizar esse sonho e ainda ajudar no tratamento da filha.

A adaptação foi feita em uma gaiola com rodinhas que é utilizada como suporte em tratamentos desse tipo. Através de um colete de segurança e cabos, a menina consegue ficar presa, tendo nos pés um skate com botas grudadas. Depois basta ao pai empurrar e andar junto com ela.

“Eu me sinto livre”, admite a menina. Fã de Katy Perry e outros grupos típicos dessa idade, ela estuda normalmente no quinto ano de um colégio em Uberlândia, para onde se mudou a família por causa do clima curitibano e dos problemas respiratórios que ele estava causando. No período em que está fora da cidade, a escola envia as aulas e é feito um acompanhamento pedagógico em Curitiba.

“Esse sonho [ de andar de skate com a filha] estava na gaveta desde quando ela nasceu. Tivemos a ideia da gaiola, o centro de pesquisa acreditou na nossa ideia e colocamos em pratica”, conta Assis, valorizando o centro de reabilitação neurológico Vitória, em Santa Felicidade, onde a menina faz um tratamento intensivo de um mês a cada seis meses.

“Eu fico mais feliz não só pela Iris, mas por todas as outras crianças que nunca imaginavam que iam poder sentir a sensação de andar de skate, de sentir o vento na cara. É um grande passo que estamos dando”, acredita o skatista.

Além da parte lúdica envolvendo pai e filha, a alegria e o aumento da autoestima, ainda há um trabalho motor, de ganho de força, mobilidade, lateralização e transferência de peso. “Conseguiríamos fazer com a fisioterapia tradicional, mas aqui fora associamos toda a parte radical do skate. É importante proporcionar esse tipo de sensação aos pacientes”, conta a fisioterapeuta Tais de Carvalho Cruz de Marinato.

Mais uma batalha entre muitas que a família de Iris tem vencido desde que a menina tinha um ano e meio e teve a doença diagnosticada. Na ocasião, a médica disse que ela viveria no máximo até os três anos e qualquer alternativa de tratamento seria adiar o inevitável. Um dia que Aline, a mãe, nunca vai esquecer.

“Se essa médica não tivesse sido tão cruel com a gente naquele momento, talvez o poder de reação não fosse tão grande. No primeiro momento eu passei mal. Eu vomitava, desmaiava, chorava, tudo ao mesmo tempo. Mas decidi que íamos fazer tudo o que fosse possível para ela vivesse bem e fui estudar”, conta.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/poliesportiva/skate-ajuda-crianca-em-tratamento-de-doenca-incuravel-f4cy5cdyprng4xv00pbaz7eet

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