Realidade Virtual Revoluciona Tratamento Fisioterapêutico. Entenda.

Com o objetivo de revolucionar o mercado da saúde, a Realidade Virtual tem se destacado quando o assunto é reabilitação. A junção de tratamento fisioterápico com a ajuda da tecnologia vem superando cada vez mais o tratamento em pacientes com distúrbios de movimentos.
O assunto é ainda novo no mercado no interior, mas Catanduva saiu na frente com a técnica que une conhecimentos e aplicação de assuntos inerentes a computação, engenharia, física e fisioterapia.
De acordo com a fisioterapeuta professora Fábia Ferreira da Silva Prieto, a Realidade Virtual é uma área multidisciplinar que envolve conhecimentos e aplicação de assuntos relacionados a outra áreas e principalmente a área da fisioterapia.
“A fisioterapia é uma profissão da área da saúde, realizada por profissionais graduados que executa métodos e técnicas fisioterápicas como objetivo de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente. Já a junção com a Realidade Virtual possibilita um tratamento com vários comprometimentos, dentre eles os distúrbios de movimentos”, explica Fábia.
Por permitir interação entre humano e computador a Realidade Virtual possibilita a técnica de situações reais com um recurso excelente na área da saúde.
“Na fisioterapia realiza-se por meio de várias formas, utilizamos os jogos interativos proporcionados pelos videogames Nintendo Wii e XBox 360. Para isso, é realizada uma avaliação fisioterápica onde será definido o diagnóstico cinesiológico/ funcional e a partir desta definição é selecionada a terapia virtual indicada para o caso. Vale salientar que não é simplesmente jogar videogame, são utilizados recursos de avaliação e a seleção do que é ideal visando a melhora da funcionalidade do paciente”, ressalta Fábia.
Após a avaliação e seleção realizada inicia-se o trabalho terapêutico com os jogos interativos além da realização de exercícios que contemplem a necessidade do paciente.
Ainda de acordo com Fábia, três características são necessárias para aplicação da Realidade Virtual: imersão, interação e presença.
“A imersão pode ser obtida pelo usuário por meio de dispositivos especiais – plataforma e rastreadores de posição. A interação refere-se à comunicação entre o usuário e o ambiente virtual e, a presença, neste contexto, refere-se à sensação do usuário sentir-se envolvido na aplicação, sendo participante dela. Principalmente pelo fato do paciente sentir-se parte do contexto há grande aceitação e adesão favorável ao tratamento fisioterápico”, explica.
REABILITAÇÃO/RECUPERAÇÃO
Segundo estudos científicos, a reabilitação é baseada em aprendizagem e repetição, a Realidade Virtual vem de encontro com esta definição, pois por meio de uma terapia lúdica, agradável se realiza repetições e a aprendizagem desenvolve a capacidade motora.
“Todas as pessoas que tenham distúrbios de movimentos podem se beneficiar com este tratamento, podemos citar algumas condições clínicas como o Parkinson, Acidentes Vasculares Encefálicos, Paralisia Cerebral, Ataxias, Esclerose Múltipla, Síndrome de Down, Traumatismo Cerebral, Autismo, dentre outras. Além de poder também auxiliar na prevenção das perdas da capacidade motora (equilíbrio, força muscular) provocada pelo envelhecer”, detalha a especialista.
O tratamento é analisado caso a caso e o tempo de duração depende de cada indivíduo, do tipo e extensão da lesão e das condições do paciente.
