O perfil do Fisioterapeuta nas UTIs, segundo estudo realizado.

UTI adulto

A atuação dos fisioterapeutas nas UTIs no Brasil vem aumentando de forma sistemática e gradual nas últimas três décadas, mas até o presente momento não foi realizado um levantamento para descrever essa ação nas UTIs brasileiras; este é o primeiro estudo de abrangência nacional. O percentual de respostas recebidas (30%) possibilitou descrever as tendências dessa atuação, considerando que estudos semelhantes, realizados na Europa e na França, obtiveram percentuais semelhantes, respectivamente 22% e 21%. Este estudo mostrou que os Serviços de Fisioterapia de instituições privadas prevalecem em relação às instituições públicas. Esse fato pode ser atribuído a um maior número de hospitais privados, enquanto a melhor estruturação hierárquica do Serviço aí pode ter propiciado maior retorno dos questionários.

Nas instituições públicas, os poucos fisioterapeutas atendem a uma demanda expressiva de pacientes sem a organização de uma equipe para a assistência exclusiva em UTI. Os resultados mostram que os Serviços de Fisioterapia atendem principalmente pacientes adultos em vários tipos de terapia intensiva, o que revela a importância da atuação específica junto ao paciente crítico. Por outro lado, é expressiva a percentagem de atendimento na área de neonatologia e pediatria, que foi o segmento no qual a fisioterapia conquistou espaço mais recentemente, devido à complexidade e especificidade desses pacientes e/ou à resistência à presença do fisioterapeuta.

A atuação fisioterapêutica nas UTIs no Brasil ocorre no âmbito de uma estrutura administrativa denominada Serviço, tendo na liderança um fisioterapeuta. Esse dado justifica políticas de investimentos educacionais a serem destinados à gestão de processos, visando melhor preparo de lideranças administrativas de fisioterapeutas para gerir processos, resultados e capital intelectual. Na dinâmica de trabalho das equipes destaca-se o percentual discreto (33,6%) da assistência 24 horas, embora haja ampla cobertura diurna, incluindo finais de semana (88,8%). Vários fatores podem justificar esse dado:

a) na maioria das instituições, o reduzido número de fisioterapeutas vinculados pode não ser suficiente para a assistência ideal, particularmente na unidade de terapia intensiva, pois no atendimento 24 horas torna-se necessária a criação de três turnos (manhã, tarde, noite), o que equivale a, no mínimo, seis profissionais, mesmo para UTIs de pequeno porte;

b) a jornada de trabalho de 30 horas reduz o total de horas vezes número de fisioterapeutas, levando necessariamente ao aumento no quadro de pessoal, o que pode onerar a Distribuição dos fisioterapeutas (%) segundo os procedimentos que realizam PCR = Parada cardiorrespiratória Procedimento % Remoção de secreção Exercícios de expansão pulmonar Aspiração orotraqueal Posicionamento Mobilização Bag squeezing Inspirometria de incentivo Treinamento muscular respiratório Exercícios com pressão positiva intermitente Flutter Medidas de pressão dos músculos respiratórios Extubação Ajuste do ventilador mecânico Desmame da ventilação mecânica Auxílio na intubação Transporte intra-hospitalar Auxílio na PCR

c) a limitação do número de atendimentos por paciente, imposta pelos prestadores de saú- de, independente das condições da fisioterapia, cria um sistema que enfoca atendimentos somente diurnos, deixando esses pacientes muitas vezes com um longo período sem intervenção.

Pode-se concluir que o perfil dos fisioterapeutas brasileiros em unidades de terapia intensiva caracteriza-se por profissionais qualificados, que aplicam técnicas fisioterapêuticas especializadas com autonomia e estão envolvidos em ventilação mecânica invasiva e não-invasiva. A estrutura administrativa está relativamente bem organizada e promissora para o processo evolutivo profissional.

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