Estudo indica que fadiga muscular aumenta tempo de reação do músculo. Acesse.
A fadiga muscular (FM) é um fenômeno comum nas atividades esportivas e diárias, resultando numa piora da performance motora. Ela é considerada um dos fatores causadores de lesões músculo-esqueléticas. A entorse de tornozelo é um exemplo: a FM afetaria tanto o sistema aferente quanto o eferente. Vários estudos têm analisado a influência da FM no controle neuromuscular (CNM); entretanto, existe pouca pesquisa sobre essa influência na velocidade de reação dos músculos. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos da FM no tempo de reação muscular (TRM) dos músculos fibulares, que são os primeiros a responder a um estresse em inversão do tornozelo.
Participaram do estudo 14 indivíduos do sexo masculino, praticantes de atividade física regular (mínimo de duas vezes por semana), sem história de lesões prévias nos membros inferiores e sem comprometimento de estabilidade articular no tornozelo. Os participantes não haviam realizado nenhuma atividade física por pelo menos 24 horas antes da coleta dos dados. Optou-se por não utilizar pessoas dos dois sexos pelo fato de alguns autores mostrarem diferenças entre homens e mulheres quanto à fadiga.
A coleta de dados ocorreu em três etapas: 1) avaliação do tempo de reação muscular pré-fadiga, 2) indução da fadiga e 3) avaliação do tempo de reação muscular pós-fadiga. O membro inferior direito foi o escolhido para a realização dos testes, independente da dominância do indivíduo.
A conclusão foi de que a fadiga muscular, induzida através de exercícios ativos resistidos, não influenciou o sinal elétrico de repouso dos fibulares. Houve um aumento estatisticamente significativo no tempo de reação muscular após a indução da fadiga, demonstrando que existe um comprometimento neuromuscular.
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