5 dúvidas frequentes sobre Fisioterapia Neonatal e o papel do Fisioterapeuta.
Fisioterapia Respiratória em Neonatologia
I. Quais são os motivos que faz um recém-nascido (RN) precisar de cuidados intensivos numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal?
Quando o parto for prematuro, ou existir complicações intra-uterinas durante a gestação ou quando o RN necessita ganhar peso após o nascimento ele terá que ficar numa UTI para receber os devidos tratamentos e neste momento uma equipe cuidará para que o quadro clínico se re-estabeleça. O período dito como neonatal corresponde desde a fase do nascimento até o bebê completar 28 dias de vida.
II. Quais são os primeiros sinais de disfunção respiratória num RN?
O aumento da freqüência respiratória (taquipnéia), a coloração arroxeada/azulada nas extremidades dos dedos ou ao redor da boca (cianose), afundamento dos músculos ao redor das costelas (retrações musculares), gemência, pausa na respiração (apnéia), hipoatividade geral são sintomas que contribuem para o quadro de disfunção respiratória.
III. Qual o papel da equipe multidisciplinar no atendimento ao RN?
Atualmente os pacientes que nascem antes do tempo (pré-termo) recebem um adequado tratamento, e melhoram a recuperação clínica, pois houve um grande avanço das técnicas utilizadas neste tipo de paciente. A perfeita interação entre RN, equipe multidisciplinar, ambiente para o tratamento, equipamentos e rotinas é indispensável para que os pacientes evoluam rápida e satisfatoriamente, pois o objetivo principal é contribuir para o conforto destes bebês. Na equipe que presta o tratamento para estes pcientes é imprescindível a presença e a atuação do fisioterapeuta cardiorrespiratório.
IV. Em quais doenças respiratórias relacionadas ao RN o Fisioterapeuta pode atuar?
Na Doença da Membrana Hialina (DMH), Displasia Broncopulmonar (DBP), Síndrome da Aspiração do Mecônio (SAM) Atelectasia, Pneumonia, entre outras.
V. Quando indicar a Fisioterapia Respiratória?
A fisioterapia respiratória é fundamental para o tratamento destes pacientes, e pode ser realizada a partir do aparecimento dos primeiros sinais e sintomas de disfunção respiratória, pois uma das causas para a piora clínica frequentemente é o acúmulo de secreções nas vias aéreas. A fisioterapia também participa da prevenção das complicações pulmonares, na manutenção das funções vitais e garante um tratamento mais eficaz, pois reduz as complicações pulmonares e o tempo de internação hospitalar participando ativamente da evolução clínica do bebê.
Fonte do texto: www.assobrafir.com.br
