Estudo indica que profissionais da saúde não utilizam os passos adequados para aspirar em UTI’s
A aspiração endotraqueal é um recurso mecânico simples e importante na rotina hospitalar. É amplamente utilizado em pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob ventilação mecânica ou não. Objetivamos nesse estudo caracterizar os profissionais que realizam o procedimento de aspiração das vias aéreas superiores e identificar como está sendo realizado esse procedimento.
O estudou observou 334 aspirações das VAS, das quais em 269 (80,24%) os profissionais não realizaram lavagem prévia das mãos; os procedimentos não foi informado previamente em 310 (92,81) pacientes; em 176 dietas administradas no momento da aspiração, em 141 vezes 80,12%) não foram interrompidas durante a aspiração; 309 vezes (92,52%) os profissionais não utilizaram todos os EPIs; em 296 (88,62%) a FiO2 não foi dobrada ou elevada a 100%; em 310 vezes (92,81%) os profissionais utilizaram luvas estéreis; 325 (97,30%) fomos usados cateter de aspiração estéril; 281 (84,13%) fomos seguidas a seqüência de aspiração (tubo, nariz e boca); das 228 vezes que foi utilizado gaze para limpar as secreções, em 196 (80,83%) esse material estava estéril; o ventilador mecânico foi conectado no paciente nos intervalos de aspiração em 270 (80,84%); o tempo de aspiração excedeu 15 segundos em 212 (63,47%) das vezes; mesmo sendo incorreto o uso do SF, este foi utilizado por 276 vezes, em 239 (88,89%) estava estéril; das 100 vezes que foi necessário à utilização de ambu, em 72 (72,00%) estava estéril; o cateter foi descartado após sua utilização, em 305 (91,31%); a lavagem do látex com ABD e SF no final da aspiração ocorreu em 245 vezes (73,35%); 278 vezes (83,23%) o látex foi protegido com embalagem limpa e seca; das 38 vezes que a FiO2 foi elevada, foi retornada em 32 (84,21%) das vezes; as mãos foram lavadas, após o procedimento em 168 vezes (50,29%). 162 procedimentos (48,50%) foram realizados pelos técnicos de enfermagem; 82 (24,55%) auxiliar de enfermagem, 75 (22,46%) fisioterapeuta, 12 (3,59%) enfermeiro e 03 (0,90%) pelo médico.
Inferimos, pois, que o procedimento de aspiração realizada pelos profissionais de saúde nas unidades estudadas, isto é, na UTI e setor de urgência, não utilizam os passos adequadamente como preconiza a ANVISA (2000), entre outros autores consultados, no momento da aspiração das secreções endotraqueal, especialmente no que se refere à lavagem das mãos. Sendo assim, os pacientes submetidos a esse procedimento correm um sério risco de adquirirem infecção nosocomial.
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