Pesquisadores brasileiros descobrem moléculas capazes de combater a leucemia
Pouco conhecida, a doença representa ainda um desafio para a Medicina. Mas uma pesquisa realizada pela UFF, em parceria com a Fiocruz, pode mudar essa realidade: três moléculas de uma substância chamada quinona, extraída da casca do ipê, se mostraram capazes de combater a doença.
“Entender que uma célula é maligna e atacar somente essa célula estranha, preservando as sadias, é algo muito difícil”, explica Fernando de Carvalho, professor do Instituto de Química responsável pelo estudo. Ele alerta que a pesquisa ainda é inicial: “São estudos preliminares. Não existe a cura ainda.Para que um dia essas moléculas possam ir à frente como medicamento, é importante aprofundar o conhecimento sobre elas.”
Enquanto a cura não é descoberta, o principal tratamento é o transplante de medula. O Brasil realiza cerca de 2.500 transplantes todos os anos. Só no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), terceiro maior do mundo, são quase quatro milhões de doadores.
Para o coordenador do Redome, o médico Luís Fernando Bouzas a situação evoluiu no Brasil: “Desde 2003, as chances de se encontrar um doador compatível aumentaram de 15% para cerca de 80%”. Mas esse avanço representa também um problema. Apesar de o número de leitos ter aumentado nos últimos oito anos, eles ainda não são suficientes para a demanda das cirurgias. “Encontramos muitos doadores compatíveis, então, é preciso aumentar a utilização dos leitos. Deveríamos estar fazendo em torno de 600 transplantes por ano, contra os 300 atuais”, conclui.
Fonte: http://saude.ig.com.br/2015-11-04/pesquisadores-brasileiros-descobrem-moleculas-capazes-de-combater-a-leucemia.html

