Mulheres buscam na fisioterapia mais conforto na gravidez
Muito desejada para algumas e inesperadas para outras, a gravidez é um momento muito importante para as mulheres. Diversas mudanças ocorrem no corpo e na mente da gestante. Para enfrentar melhor toda a situação a fisioterapia é um caminho.
De acordo com a fisioterapeuta e proprietária da clínica Urogin, Mariele Soares Graciano, no curso de graduação de Fisioterapia já existe uma disciplina específica de ginecologia e obstetrícia, com a função de cuidar do pré e pós-parto. “Não é dada muita atenção, mas deve existir um cuidado com o corpo”, cita.
Os exercícios são diversos, mas os principais são alongamentos para o fortalecimento e resistência da gestante. Conforme Marieli, o objetivo da fisioterapia é a preparação dos mamilos para a amamentação, o cuidado com o assoalho pélvico e a musculatura vaginal para o parto, o fortalecimento dos membros superiores para segurar o bebê e também dos inferiores, em decorrência do peso extra.
Há sete anos disponibilizando o atendimento as gestantes, as sessões ocorrem duas vezes na semana durante duas horas. Os preços variam entre R$ 35,00 e R$ 50,00 cada, porém pode ser feito um pacote conforme o que a mulher desejar. “Na maioria dos casos, é por recomendação médica, mas também indicação de outra mulher”, relata a proprietária da clínica.
“A prioridade é conforme a queixa da grávida. Ajudamos a mulher no suporte para a amamentação, a retornar a vida sexual e o controle de peso. E também os exercícios de relaxamento, para ela ter um bom condicionamento e ajudar nas mudanças físicas e psicológicas”, acrescenta a fisioterapeuta.
A hora do parto
Segundo Marieli, se a gestante desejar as fisioterapeutas a acompanham no hospital durante o trabalho de parto. “Como os exercícios já são feitos nas sessões, ela já vai entender do assunto, passará por essa fase com menos dor e se sentirá melhor. Agora se fala muito de parto humanizado. Mas muitas mulheres chegam para o parto sem informação e preparação”, enfatiza.
De acordo com fisioterapeuta, as sessões pós-parto também são importantes, principalmente para o assoalho pélvico. A recomendação é continuar a fisioterapia até seis meses após o parto.
O olhar da futura mamãe
A gestante Juliana Mendes Manfioletti iniciou a fisioterapia já no início da gravidez. Devido a duas hérnias de discos, o médico fez a recomendação para que as dores diminuíssem. “A fisioterapia para mim foi tudo. Porque eu nem tinha barriga e já estava com dores”, afirma a futura mamãe da Lívia.
Para Juliana cada dia é uma novidade. “Estou muito ansiosa. Optei por parto normal porque é o melhor para a mãe e para o bebê”, comemora a mamãe.
Fonte: http://www.portalsatc.com/site/interna.php?i_conteudo=21699
