Parto Humanizado e a Fisioterapia.

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Não sei se vocês já notaram, mas um tema muito comentado recentemente – principalmente nas redes sociais – é a violência obstétrica e o número exorbitante de cesarianas realizadas no Brasil. E o que podemos categorizar como violência? Pela minha experiência, podemos citar a falta/privação de informações, o uso de procedimentos desnecessários como a episiotomia (aquele “cortezinho” na vagina), uso de fórceps e medicamentos como a ocitocina sintética, a privação de alimentos, além de caminhar livremente, ir ao banheiro e até mesmo de um acompanhante durante todo o trabalho de parto.

A partir disso, o tão falado parto humanizado vem sendo muito reconhecido no mundo das mulheres e da área científica. O parto humanizado, que pode acontecer em domicílios, casas de parto ou hospitais, nada mais é do que respeitar os desejos das gestantes e orientá-las adequadamente sobre o trabalho de parto de maneira natural. Sim, quando eu digo natural, é sem qualquer procedimento desnecessário, a parturiente tem de ter total liberdade para caminhar, tomar banhos, se alimentar, estar com quem ela quiser nesse momento (marido, mãe, cachorro, papagaio…) e tendo, também, todo o suporte necessário para que as horas de trabalho de parto sejam naturalmente agradáveis e saudáveis, afinal de contas, o que há de mais humano, lindo e natural, do que ver uma criança nascer?

Para muitos, isso pode parecer besteira, mas eu garanto que os maus tratos que muitas mulheres sofrem durante o trabalho de parto não são brincadeiras e com certeza trarão cicatrizes permanentes, físicas e/ou mentais, podendo afetar não só a própria mãe assim como toda a família.

Já tive a oportunidade de observar a realidade dos nossos centros obstétricos e de muitos médicos cesaristas ou até mesmo daqueles que são a favor de um parto normal, porém nada humanizado. E o pior de tudo?! Essa é uma realidade vista diariamente em hospitais públicos e privados, mas é claro que quem mais sofre são os papais menos afortunados que dependem do nosso serviço publico e que não possuem nenhum tipo de informação.

E onde os fisioterapeutas entram nesse contexto? Além de cuidarem/tratarem/orientarem as gestantes durante todos os seus 9 meses de gestação, as preparando para o parto, amamentação, controle de possíveis dores e desconfortos, também estaremos presentes durante todo o trabalho de parto. É comprovado que podemos reduzir o tempo de trabalho de parto e as dores que as gestantes poderão sentir durante todo esse período utilizando condutas, como massagens, posicionamentos específicos, acupuntura, compressas e banhos, mobilizações pélvicas, técnicas de relaxamento, exercícios respiratórios e muito carinho.

Nosso conhecimento da biomecânica do corpo humano e do mecanismo do trabalho de parto é devido a anos de estudos teóricos e práticos, além da preparação constante, nos alertando que nenhuma técnica é válida se não for acompanhada de muita paciência e amor.

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