O caminho para se tornar um fisioterapeuta de sucesso

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A cura pelas mãos. Essa é provavelmente a melhor maneira de ilustrar o ofício do fisioterapeuta. A profissão, que décadas atrás era encarada apenas como uma forma de massagem, hoje se firmou como principal aliada ao tratamento e a prevenção de doenças e lesões. Atualmente a fisioterapia possui uma série de ramificações e campos distintos, como o estético, o esportivo e o do trabalho.

Porém, a possibilidade de auxiliar o próximo e promover sua recuperação é o principal fator de atração dos interessados em ingressar na área. Foi com esse intuito que a fisioterapeuta Luciana de Cássia Torres Tozzo acabou chegando à profissão. “Até então não havia tido contato algum com o trabalho”, diz ela.

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Há sete anos atuando na área, Luciana divide seu tempo entre um emprego fixo de meio período em uma clínica, onde atende pacientes conveniados, e consultas particulares em domicílios. “Não tive dificuldades para entrar no mercado. O desafio ainda é a remuneração. Como o valor pago pelos estágios é baixo, vi muitos colegas abandonarem o curso. Hoje posso dizer que encontrei o equilíbrio mesclando o atendimento particular, que é incerto, mas paga melhor, com a clínica, cujo volume de pacientes é maior, apesar do valor baixo”.

Para Luciana a qualidade do tratamento vai além da técnica do fisioterapeuta. De acordo com ela, que atende pacientes de diversas faixas etárias, é importante nunca deixar o fator humano de lado. “Você precisa enxergar a pessoa como um todo. Ela não é só uma dor nas costas. Existe um contexto geral e é importante entendê-lo para promover um atendimento humanizado”, explica.

Da quantidade para a qualidade
Com 20 anos de mercado, a percepção da fisioterapeuta Maria Aparecida Salles Campos é semelhante. Após dedicar-se ao trabalho árduo dentro de UTIs em hospitais, ela encontrou nas especializações uma forma de promover um atendimento melhor e abriu o próprio consultório, onde aplica seus conhecimentos em Reeducação Postural Global (RPG) e Terapia Manual.

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“Já cheguei a atender dez pacientes por dia, mas hoje não faço mais isso. Mantenho uma média de quatro. Como se trata de um trabalho desgastante, tanto físico como emocionalmente, prefiro manter um número menor de sessões e assim me dedicar melhor a cada caso”, conta ela, atribuindo à mudança de rotina uma satisfação profissional muito maior.

“É gratificante ver a pessoa superar os próprios limites. Às vezes trato pacientes que já passaram por cirurgias sem obter resultados e mostro em algumas sessões pequenos avanços que muitos nem percebem. Não é um trabalho rápido e é preciso fazê-los entender isso. No Brasil temos uma cultura imediatista, em que você paga e aquilo se resolve. Isso não se aplica na fisioterapia e você precisa ganhar a confiança do cliente”.

Um dos conselhos de Maria Aparecida para quem pensa em entrar na área, além de se manter sempre atualizado, é buscar ferramentas que normalmente as faculdades não oferecem, como noções de contabilidade, que permitem ao fisioterapeuta atuar com mais segurança de forma autônoma.

Do consultório para a rua
Foi misturando a vontade de ajudar os mais carentes com o espírito empreendedor que a fisioterapeuta Maria De Las Gracias Franceschini desenvolveu o projeto Fisioterapia Itinerante, um tipo de consultório ambulante que oferece tratamento gratuito a moradores de regiões humildes de São Paulo há sete anos.

“Entrei na faculdade com o objetivo de montar esse ônibus”, diz ela, recordando da estranheza dos colegas quando falava sobre a ideia. “Achavam que eu estava doida e não entendiam, mas o que eu queria mesmo era atender uma população que não tivesse acesso a fisioterapia”.

Sem o apoio de prefeituras, ela arregaçou as mangas e buscou contato com líderes comunitários, que imediatamente abraçaram o projeto. “A proposta original era ficar seis meses em cada região, mas não consegui sair das três primeiras zonas carentes que atendi”.

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Maria divide a rotina do Fisioterapia Itinerante com o estudo de técnicas que possam aprimorar o seu trabalho, como acupuntura, RPG e terapia holística. “Atualmente faço curso de microfiosioterapia, uma técnica francesa que chegou ao Brasil há pouco mais de dez anos. Apesar do alto custo, acho importante esse aperfeiçoamento”.

Questionada sobre a valorização do profissional na atualidade, Maria é enfática em criticar o mercado. “As clínicas costumam pagar mal. Quem quiser entrar saiba que vai trabalhar muito e ganhar pouco. Sempre digo que se você não tiver amor em suas mãos, não faça fisioterapia”.

Direto para as quadras
Nem só de consultórios vivem os fisioterapeutas. Apaixonado por esportes, Fabiano Leite Knoll saiu direto da faculdade para as quadras. Atual fisioterapeuta da equipe de vôlei do Sesi, ele conta que existem algumas diferenças no cotidiano de quem busca trabalho na área esportiva.

“Diferentemente do que ocorre em geral nas clínicas, o fisioterapeuta esportivo trabalha em função da equipe. Isso quer dizer que ele normalmente ultrapassa uma jornada de seis horas diárias, além dos finais de semana, onde ocorrem jogos e eventos esportivos”.

Apesar disso, Fabiano acredita que o valor pago ao profissional do esporte é um pouco maior que na área hospitalar. Isso porque, de acordo com ele, é um mercado mais restrito. “Na parte de internação de alguns hospitais você encontra até 50 fisioterapeutas atuando. Já dentro de um clube não há tanto espaço”.

Engana-se quem pensa que por lidar com atletas famosos o fisioterapeuta esportivo recebe atenção da mídia. “No Sesi trabalhamos com integrantes da seleção brasileira de vôlei, como o Serginho, por exemplo. Se ele se contunde a imprensa fica em cima para saber quando ele volta. Mas se ele passa a temporada inteira sem ir ao departamento de fisioterapia, isso não aparece – mas é aí que você mais trabalha, para prevenir problemas e garantir que o atleta esteja em atividade”.

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Os interessados em saber mais sobre esse ramo da fisioterapia podem entrar em contato com a Sonafe (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva – www.sonafe.org.br), que oferece cursos de educação continuada e palestras gratuitas.

Fonte:http://www.vagas.com.br/profissoes/carreiras/fisioterapia

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