Menino com doença motora faz tratamento com samba

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Um menino de 9 anos está fazendo um tratamento pouco comum para uma doença conhecida por variação de tônus ou distonia, que se caracteriza por posturas anormais e movimentos involuntários do corpo. As sessões de fisioterapia de Bernardo são ao som de pagode, estilo musical do qual o menino é fã. “Essa fisioterapia vai propiciar que as células que estão bem no cérebro dele adquiram as funções das células lesadas. Só que isso se faz com quê? Com estimulação, a fisioterapia”, explica o neurologista Felipe Kalil Neto.

O fisioterapeuta Rodrigo Silva explica que pessoas com tônus não conseguem manter uma contração muscular suficiente para conseguir manter uma postura. “Uma vez que se tem alteração desse tônus, tu não consegue sentar adequadamente, tu não consegue ficar em pé adequadamente, até um movimento simples, como levar a mão até a boca, de se alimentar, fica difícil de ser feito”, explica Rodrigo Silva.

A técnica é conhecida por Ped Suit e agora a família, que mora no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, luta para tentar conseguir o tratamento completo que custa R$ 12 mil, em um total de 80 sessões. Enquanto isso não acontece, o menino conseguiu realizar um sonho, de conhecer o cantor e ídolo Mumuzinho. É por meio das músicas dele que Bernardo vai melhorando aos poucos, benefícios comprovados por seu médico. “(O que colocar) No receituário médico? Continuar com o samba”, diz Neto.

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A reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV, acompanhou o encontro do menino com o cantor durante um show (veja vídeo). Ali Bernardo não esconde a felicidade ao ver Mumuzinho. Ele é levado ao palco e acompanha de perto a apresentação do cantor. “Uma coisa simples que faz ele feliz é curtir uma música, ver uma pessoa que ele gosta. É o samba. Isso renova, renova a  vida”, observou o cantor.

A mãe do menino, Rita Rodrigues, explica que ele nasceu com paralisia cerebral, o que comprometeu funções motoras do menino.  A irmão de Bernardo observa que após o nascimento dele passou a dar mais valor para pequenas coisas. “Que nem uma calçada quebrada, a gente passava e não dava bola. Agora tu passa uma cadeira tu vê como é difícil passar com meu irmão por um lugar assim. Tu querer levar ele num parque e não ter um lugar adaptado para ele.”

Ela reforça que, apesar das dificuldades, Bernardo vai para tudo que é lugar. “A gente leva ele em tudo, para o shopping. Se tiver que levar ele para um brinquedo, vamos levar.”

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/12/garoto-com-doenca-motora-faz-fisioterapia-ao-som-de-samba-no-rs.html

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