Fisioterapia deve ser realizada no mínimo 6 meses antes da cirurgia no Joelho. Aponta Estudo.

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Tendinopatia patelar é uma afecção relacionada com a sobrecarga do aparelho extensor do joelho. Essa tendinopatia acomete o patelar, causando dor à palpação e déficit funcional. O segmento mais acometido é a porção profunda e posterior do tendão patelar, adjacente ao pólo inferior da patela. Também é conhecida pelo nome de jumper’s knee ou “joelho do saltador”, por ser comum em atletas que praticam esporte de salto.

O tratamento clínico pode levar até seis meses, mas, em atletas com período curto de sintomatologia, o retorno às atividades esportivas pode levar de dois a três meses. O objetivo do tratamento é reduzir a dor e recuperar a função. Poucos estudos bem elaborados têm investigado os diferentes tipos de tratamento para tendinopatia patelar. A pouca evidência existente permite-nos considerar o tratamento não-cirúrgico como a principal modalidade: repouso relativo, correção biomecânica de fatores predisponentes, gelo, modalidades fisioterapêuticas, ondas de choque, medicamentos, exercícios de alongamentos e fortalecimentos.

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É importante ressaltar que o tratamento cirúrgico não é superior ao fisioterápico centrado no fortalecimento excêntrico do quadríceps. A indicação da cirurgia somente deve ser feita após seis meses naqueles casos em que não ocorrer melhora dos sintomas com o tratamento clínico. A cirurgia da tendinopatia patelar crônica geralmente apresenta, em média, 75 a 85% de bons resultados, mas essa percentagem varia de 40 a 100%. Como a fisiopatologia geralmente não é bem definida, a técnica cirúrgica escolhida baseia-se na opinião e experiência do cirurgião. Não há consenso na literatura sobre qual técnica cirúrgica usar. Há alguns tipos de cirurgia descritos: excisão de áreas degenerativas do tendão, debridamento artroscópico, reparo de defeitos macroscópicos, múltiplas tenotomias longitudinais, perfurações do pólo inferior da patela, realinhamento da tuberosidade anterior da patela, perfurações percutâneas no tendão e tenotomias longitudinais percutâneas. Os resultados clínicos pós-cirúrgicos podem ser maus em 15 a 25%, devido à recorrência e à persistência da dor. Além disso, muitos atletas não serão capazes de retornar ao esporte no mesmo nível esportivo prévio à lesão. Logo, a insistência no tratamento clínico deve ser adotada antes de optar por tratamento cirúrgico.

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Fonte:

Rev. bras. ortop. vol.43 no.8 São Paulo Aug. 2008

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