Fisioterapeutas avisam que há pessoas sem habilitação a exercer e a usurpar funções

A Associação Portuguesa de Fisioterapeutas avisa que há vários profissionais sem habilitações a exercer as funções de um fisioterapeuta, uma situação que pode pôr em causa a saúde das pessoas e que é concorrência desleal. “A fisioterapia deverá ser efetuada por um profissional, designado de fisioterapeuta, que é um profissional com uma formação superior, tendencialmente uma licenciatura, e que possui uma carteira profissional outorgada pelo Ministério da Saúde”, refere a Associação de Fisioterapeutas, que realiza a partir de sexta-feira no Estoril (Cascais) um congresso em que será debatida a valorização e reconhecimento da profissão pela sociedade.

Segundo Pedro Rebelo, da direção nacional da Associação, a lei é clara ao definir quem pode exercer fisioterapia, mas há “procedimentos menos corretos e usurpação de funções”. “Os utentes devem informar-se sobre as habilitações de quem está a efetuar os tratamentos”, aconselha Pedro Rebelo em declarações à agência Lusa, acrescentando que pode ainda ser efetuada uma denúncia caso o profissional não seja efetivamente fisioterapeuta.

A Associação defende ainda mais fiscalização aos profissionais e empresas que trabalham na área da fisioterapia ou “reabilitação”, para detetar e dissuadir usurpações de funções.

Para Pedro Rebelo, há pessoas e outros grupos profissionais que se julgam capazes de fazer um conjunto de tarefas ou funções que equivalem à fisioterapia. Dos cerca de 8.500 fisioterapeutas em Portugal, não serão mais de mil os que trabalham nos serviços públicos de saúde, refere Pedro Rebelo, para quem o percurso de acesso a um fisioterapeuta dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é muito lento.

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