Fisioterapeuta orienta motoristas quanto a posição no transito

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Ninguém é de ferro. O trânsito muitas vezes nos obriga a permanecer dentro do carro por horas a fio e as consequências são inevitáveis. “Quem fica sentado num banco de automóvel por mais de duas horas dificilmente não sente dores”, diz o fisioterapeuta Carlos Wilheim que, em sua clínica em São Paulo, é especializado em problemas posturais.

“A coluna na região lombar sofre um desvio conhecido como lordose; na região torácica há a cifose e na região cervical, outra lordose. Essas curvaturas sobrecarregam os músculos quando estamos sentados, gerando reações bioquímicas que produzem desconforto e dor”, explica.

Mas não são apenas os músculos das costas que se ressentem. Segundo o fisioterapeuta, quando estamos dirigindo há muito mais em ação dos pés à cabeça: tendões dos dedos, nervo ciático, músculos da tíbia, coxa e todos aqueles responsáveis pelos movimentos da cabeça e dos ombros. “Em outras palavras, todo esse conjunto de elementos corporais estão sujeitos à dor quando você dirige por mais de duas horas”, garante Wilheim.

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Prevenção

O terapeuta, aconselha parar o carro e mexer-se. Em viagens, é relativamente fácil encontrar algum lugar na estrada para “tomar café”. No trânsito intenso, no entanto, é mais difícil, mas ainda assim altamente recomendado. “É preciso mexer-se. Ao andar,  ativamos a musculatura da panturrilha que tem a função de bombear sangue para realizar o retorno venoso dos pés em direção ao coração”, explica. Mas muito importante também é fazer alongamentos.

A empresária Johanna Whinter sofria dores intensas todos os dias e em diferentes regiões do corpo. “Chegava do trabalho travada, sempre com dor de cabeça e o corpo dolorido”. Ela demorou muito a perceber que esses sintomas tinham a ver com a sua rotina de ir ao trabalho. Passa mais de uma hora dentro do carro indo de Alphaville até sua loja, no Itaim, em São Paulo, pela rodovia Castelo Branco. E mais ou menos o mesmo na volta.

“Foi um fisioterapeuta que desconfiou  que meu problema poderia ter origem no fato de passar tanto tempo sentada no carro”, conta a empresária. O profissional ensinou-lhe a fazer alguns exercícios básicos de alongamento, que ela pratica antes e depois de dirigir. “Acabaram-se as dores. Foi impressionante, pareceu mágica.”

Wilheim também aconselha alongamentos, nada mais do que cinco minutos de atividades bem simples: “Ficar na ponta dos pés, fazer agachamentos e rotação do tronco, tocar os pés  com as mãos, elevar os joelhos, virar a cabeça para os dois lados, elevar e rotacionar os ombros”, orienta.

“Esticar significa mudar a posição estática dos músculos, provocando relaxamento e contração, o que promove aumento circulatório e descanso ao mesmo tempo”, explica.

O fisioterapeuta chama a atenção para um aspecto do carro que nem sempre é questionado: a qualidade dos assentos e encostos. “Depois de algum tempo de uso, a espuma, principalmente dos encostos, tende a ceder e ficar disforme. Essa é uma causa terrível de produção de dores e desconforto. E ainda mais comum em motoristas gordinhos.”

Wilheim aconselha que a cada três anos haja uma revisão da espuma dos bancos e, caso seja necessário, uma troca. “Há empresas especializadas nesse serviço”, informa. Ele ainda sugere o uso de um acessório para apoio lombar, que também pode ser substituído por “uma almofada para dar maior preenchimento na lordose lombar.”

 

Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2015/10/voce-sente-dores-no-corpo-enquanto-dirige.html

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