Estudo aponta que o ensino em Fisioterapia Esportiva nas universidades é irregular e desigual.

 

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Um estudo feito por busca no sistema eletrônico de informações do Ministério da Educação e Cultura (e-MEC), permitiu a identificação das 439 instituições que proporcionam o curso de graduação em Fisioterapia.

Posteriormente, foi realizada uma busca de informações nos planos pedagógicos das 439 IES, observando-se a grade curricular do curso, especificamente a existência da disciplina/do módulo de Fisioterapia Esportiva, carga horária, obrigatoriedade da disciplina/do módulo e estágio supervisionado. Os dados do e-MEC foram confrontados com os projetos pedagógicos dos cursos de Fisioterapia e com as informações cedidas pelos coordenadores dos cursos para minimizar o efeito de uma possível incompatibilidade das informações.

Ao analisar os dados no e-MEC, observou-se uma desproporcionalidade na distribuição dos cursos de Fisioterapia nas regiões do Brasil, visto que, na região Sudeste, encontram-se 44,3% dos cursos, seguida pelas regiões Nordeste, com 23,4%, e Sul, com 16,6%; já as regiões Centro-Oeste e Norte têm uma baixa proporção, sendo 9,8 e 5,9%, respectivamente.

Destaca-se o Estado de São Paulo, visto que o mesmo apresenta uma elevada concentração de cursos; por si só, o Estado supera a soma da totalidade dos cursos de Fisioterapia dos estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

Ao analisar os currículos e projetos pedagógicos, observou-se que a disciplina/o módulo de Fisioterapia Esportiva foi ofertada (o) em 56% (248) das IES brasileiras com graduação em Fisioterapia.

Ao analisar as 248 IES que ofertam a disciplina de Fisioterapia Esportiva, observou-se que a oferta é de caráter obrigatório em 97% dos currículos investigados na pesquisa e, em apenas 3%, é de caráter optativo.

A preocupação com a desigualdade na oferta da formação da Fisioterapia Esportiva foi demonstrada por um estudo realizado com fisioterapeutas ingleses. Estes exerciam suas funções em clubes de futebol e tinham sua autonomia clínica frequentemente ameaçada, sendo uma das principais causas apontadas pelo estudo a fragilidade na formação dos profissionais na área especifica de atuação

desigualdade da oferta da disciplina de Fisioterapia Esportiva também é demonstrada em IES públicas, onde menos de um terço dos cursos ofertam o conteúdo em seus currículos.

O conteúdo é ofertado de forma obrigatória na extraordinária maioria das IES que contemplam a Fisioterapia Esportiva em seu currículo. Contudo, o que chama atenção é o baixo número de currículos que oferecem o conteúdo de forma optativa. É possível observar que há uma grade curricular rígida e previamente estabelecida em vez de uma matriz curricular flexível, na qual os componentes se relacionam conforme o conteúdo exposto, como proposto pelo currículo integrado.

O estudo concluiu que o perfil da Fisioterapia Esportiva nas IES do Brasil não está de acordo com as diretrizes da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva, tais como oferta do conteúdo de Fisioterapia Esportiva nas IES, carga horária dos módulos entre 80 e 120 horas, docentes especialistas em Fisioterapia Esportiva, oferta de estágio e projetos de extensão. Além disso, a oferta é menor em IES públicas.

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