Crochetagem é uma técnica manual da fisioterapia que trata e previne vários problemas de saúde

Crochetagem-Mioaponeirótica

Os benefícios das terapias manuais para tratamento e prevenção de dores e disfunções são muitos. E cada vez mais os profissionais da saúde exploram as práticas manuais. São diversas técnicas que focam, na maioria das vezes, na eliminação de pontos de tensão e aderências. Entre elas, a Crochetagem, utilizada de forma complementar nos tratamentos com a utilização de uma ferramenta chamada gancho (em francês Crochet) como elemento de transição entre a mão do terapeuta e as estruturas a serem tratadas.

A técnica surgiu em 1940, na Inglaterra, quando o fisioterapeuta Kurt Ekman confeccionou a primeira ferramenta, com o objetivo de alcançar com mais precisão planos profundos e estruturas específicas no tratamento de pacientes, por causa das limitações anatômicas percebidas por ele com o uso apenas das mãos. Foram testados para a confecção dos ganchos vários materiais, como madeira, cobre e osso para, finalmente, o aço inoxidável ser escolhido como padrão para os ganchos de Ekman.

De acordo com o fisioterapeuta e professor da técnica Bráulio Didier, o que diferencia a Crochetagem de outras abordagens é a rapidez com que as melhoras ocorrem. “Na maioria dos casos, na primeira sessão já podemos observar grandes avanços na redução da dor, recuperação da mobilidade dos tecidos e articulações”, diz. E os benefícios da técnica vão além da reabilitação das lesões, pois já é bastante utilizada também para a prevenção de problemas. “Hoje a Crochetagem tem sido largamente usada em atletas de forma preventiva, antes mesmo que ocorram as lesões, com manobras de liberação miofascial, os tecidos podem se recompor dos microtraumas causados pelos esforços dos treinos e jogos sem fixações e aderências”, explica.

Não existem sessões para o uso apenas da Crochetagem. Na verdade a técnica com os ganchos é complementar a tratamentos de Fisioterapia Manual. Segundo Bráulio, a recomendação é que se façam alongamentos e mobilizações da estrutura a ser tratada antes do uso da Crochetagem, pois pela precisão da técnica e pelo formato das espátulas, é necessário que os tecidos estejam relaxados.

O uso dos ganchos é indicado para colaborar com tratamentos em diversas áreas da Fisioterapia, como Traumato, em casos de afecções do sistema músculoesquelético, como tendinite, estiramento, trauma, capsulite, tensão muscular e ponto gatilho; Reumato, para tratamentos de fascite plantar, esporão, condromalácia patelar, artrose e túnel do carpo; Dermato, em casos de pós-operatório, cicatriz e aderência tardia, por exemplo; e Neuro, como em casos de espasticidade, entre outras áreas e conforme necessidades do paciente.

As contraindicações, de acordo com Bráulio, são as mesmas para qualquer tratamento manual, tais como feridas na pele, queimaduras, inflamação aguda, fragilidade vascular e trauma recente. Contudo, segundo ele, a principal contraindicação é a dor ao toque da ferramenta no momento da aplicação da técnica. “Cabe ao terapeuta modular suas manobras sempre respeitando a opinião do paciente”. Podem ser submetidas à técnica de crianças a idosos. “Ter sempre uma atenção especial aos idosos pela fragilidade da pele e às crianças para manter a concentração”, reforça o fisioterapeuta.

A técnica de Crochetagem, por sua abordagem direta e definição, segundo Didier, possui uma íntima relação com a Fisioterapia, contudo não há uma limitação. “É uma técnica aberta e, ao passo que se populariza, mais profissionais da área de Terapias Manuais têm interesse nos seus resultados”, finaliza.

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Fonte: Cidade Verde – Fala Fisio

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